Matas Ciliares


Ribeirão Pau dalho

                           As matas ciliares são sistemas vegetais essenciais ao equilíbrio ambiental e, portanto, devem representar uma preocupação central para o desenvolvimento rural sustentável.
A preservação e a recuperação das matas ciliares, aliadas às práticas de conservação e ao manejo adequado do solo, garatem a proteção de um dos principais recursos naturais: a água.
As principais funções das matas ciliares são:
Controlar a erosão nas margens dos cursos d´água, evitando o assoreamento dos mananciais
Minimizar os efeitos de enchentes
                   Manter a quantidade e a qualidade das águas
Filtrar os possíveis resíduos de produtos químicos como agrotóxicos e fertilizantes
Auxiliar na proteção da fauna local.
Um dos principais objetivos do Programa é contribuir para a proteção das nascentes e dos mananciais, por meio da recomposição da cobertura vegetal no Estado de São Paulo.
Os objetivos do reflorestamento nas microbacias hidrográficas selecionadas são:
Contribuir para conscientização dos produtores sobre a necessidade de conservação dos recursos naturais
Incentivar o reflorestamento, através da doação de mudas de essências florestais nativas aos produtores
Contribuir para aumentar a proteção e vazão das nascentes e dos mananciais hídricos
Contribuir para melhorara a qualidade da água;contribuir para reverter processos de degradação ambiental
Contribuir para a preseervação da biodiversidade e do patrimônio genético da flora e da fauna;buscar um equilíbrio biológico duradouro, essencial a uma melhor qualidade de vida.
Os passos para o reflorestamento nas microbacias são:
Identificação de áreas críticas de desmatamento na microbacias
Identificação das áreas prioritárias a serem reflorestadas dentro da lógica de corredores biológicos
Motivação dos produtores para a adoção de práticas conservacionistas, visando à recuperação das áreas degradadas
Distribuição gratuíta de mudas aos beneficiários e prestação de assistência Técnica.
Os incentivos do Programa para a conservação de matas ciliares são:
Doação de mudas de essências florestais nativas para reflorestamento de áreas de preservação permanente
Apoio á construção de cercas para proteção de mananciais, através de concessão de subvenções econômicas aos produtores rurais

Otimo exemplo de mata ciliar

Apoio na execução de outras práticas conservacionistas, visando ao manejo integrado dos recursos naturais na microbacia.
                                       ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
                          São áreas protegidas por lei desde 1965(lei 4.771), quando foi instituído o Código Florestal, cobertas ou não por vegetação nativa com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas.
Consideram-se Áreas de Preservação Permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
Ao longo de rios e outros cursos d´água
Ao redor de lagoas. lagos ou reservatórios naturais ou artificiais
Ao redor de nascentes ou olho d´água
No topo de morros, montes, montanhas e serras

Nas encostas ou partes destas com declividade superior a 45°
Nas restingas,como fixadora de dunas ouestabilizadoras de mangues
Nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do
Relevo, em faixa nunca inferior a 100 metros em projeções horizontais
Em altitudes superiores a 1.800 metros.

ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE JUNTO AOS RIO, AOS LAGOS E ÀS NASCENTES

Situação
Largura mínima da faixa
Cursos de água com até 10m
30m em cada margem
Cursos d´água de 10 a 50m de largura
50m em cada margem
Cursos d´água de 50 a 200m de largura
100m em cada margem
Cursos d´água de 200 a 600m de largura
200m em cada margem
Cursos d´água com mais de 600m de largura
500m em cada margem
Lagos ou reservatório em zona urbana
30m ao redor do espelho d´água
Lagos ou reservatórios em zona rural (com menos de 20ha)
50m ao redor do espelho d´água
Lagos ou reservatórios em zona rural (a partir de 20ha)
100m ao redor do espelho d´água
Represas de hidroelétricas
100m ao redor do espelho d´água
Nascentes (mesmo intermitentes) e olhos d´água
Raio de 50 m
Fonte: www.uniagua.org.br


O que é Sustentabilidade?

Sustentabilidade: é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. Mas afinal de contas; O que é sustentabilidade? E o que quer dizer isso?
Sustentabilidade nos dicionários estará definida como a capacidade de ser sustentável. Mesmo parecendo uma redundância; esse conceito quando aplicado em relação à atuação humana frente ao meio ambiente em que vive é plenamente compreendido e se assenta como uma luva. Nesse contexto, entendemos que sustentabilidade é a capacidade de um indivíduo, grupo de indivíduos ou empresas e aglomerados produtivos em geral; têm de manterem-se inseridos num determinado ambiente sem, contudo, impactar violentamente esse meio. Assim, pode-se entender como a capacidade de usar os recursos naturais e, de alguma forma, devolvê-los ao planeta através de práticas ou técnicas desenvolvidas para este fim.
Desta forma, pode-se dizer que um empreendimento sustentável, ele devolve ao meio ambiente todo ou parte dos recursos que processou e garante uma boa qualidade de vida as populações que nele atuam ou que vivam nas imediações ou na área afetada pelo projeto. Garantindo assim, uma longa vitalidade e um baixo impacto naquela região durante gerações. Muito além das definições, o ideal de sustentabilidade total, onde toda a influência provocada, por um agrupamento humano ou em empreendimentos; é anulado através dos procedimentos adotados ainda é muito difícil. Mesmo assim, é importante ter em mente que adotar as práticas que transformem nossa presença em determinado lugar o mais sustentável possível é a única saída para determos a degradação ambiental que estamos experimentando nos últimos anos e as graves alterações climáticas que vemos causar grandes desastres em diversas partes do planeta.
É necessário entender o que é sustentabilidade é muito mais conhecer seu significado bonito e orientado para empresas e organizações ligadas ao meio ambiente. É muito importante entender e saber que a adoção de práticas sustentáveis na vida de cada indivíduo é um fator decisivo para possibilitar a sobrevivência da raça humana e a continuidade da disponibilidade dos recursos naturais.
Ao atuarmos de forma irresponsável e queimarmos indiscriminadamente nossos recursos naturais, sem dar tempo ao planeta para se recuperar, estamos provocando a escassez de recursos necessários a nossa sobrevivência e dificultando a vida de milhões de pessoas. Um exemplo clássico disso é a falta de água potável que muitas comunidades vem enfrentando em alguns países e que, se uma forma mais grave de escassez se manifestar, acabará causando guerras pela posse e conquista das fontes de água potável remanescentes.
Se todos entendessem a importância da adoção de práticas de sustentabilidade desde muito cedo; todas essas alterações climáticas poderiam ser evitadas ou retardadas ao máximo e os recursos naturais estariam disponíveis e fartos por muito mais tempo. O que daria tempo para a humanidade buscar formas mais eficientes para resolver esses problemas em longo prazo.
Ações aparentemente simples e de pouco impacto, quando tomadas por um grande número de pessoas, tornará a sustentabilidade uma realidade palpável e real em qualquer parte onde haja a presença humana e garantirá a sobrevivência de nossa espécie por muito mais tempo.

Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão do Pau D’alho



Trecho do Ribeirão do Pau dalho
            Por ser uma Associação com uma forte tendência à preservação do ambiente urbano, a Associação Ambientalista Floresta para o Futuro escolheu o Ribeirão Pau D’alho  para desenvolver sua primeira ação.   O Ribeirão nasce dentro do perímetro urbano da cidade de Boituva -SP, próximo ao bairro Pinhal, percorre 2,5 Km em área residencial e encontra-se com o Córrego Taunus, que ao seu lado encontra-se a Estação de Tratamento de Esgoto onde são jogados todos os esgotos da Cidade que consequentemente são lançados na ramificação do córrego Taunus e o Ribeirão do Pau d’alho, sem nenhum tratamento, estação que encontra -se totalmente desativada, poluindo as aguas que através destes córregos vão para as cidades vizinhas, principalmente para a Cidade de Porto Feliz. 
Estação de tratamento de esgoto desativada

A  A.A.F.F.  iniciou seus trabalhos de recuperação  e conservação da nascente e margens do Ribeirão Pau d’alho em 2008, ano de sua fundação, destinada totalmente em proteção do Meio Ambiente.        
O Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Pau d’alho tem como principais objetivos:
1. Recuperar e preservar o ambiente ribeirinho, com o envolvimento da sociedade, visando o desenvolvimento da consciência cidadã.
2. Reflorestar e preservar as margens do Ribeirão, das nascentes à confluência com o córrego Taunus.
3. Contribuir para a educação ambiental.
4. Preservar o manancial do Município de Boituva.
5. Preservar as espécies florestais e frutíferas nativas, que servem de alimento e abrigo para aves e outros animais da região.
6. Preservando esta área, servirá de referencia para a recuperação e preservação dos demais ribeirões, córregos e lagoas da Cidade.
Este Projeto será apresentado ao DEPRN – Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais, órgão ligado à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, o Projeto de Restauração Florestal das margens do Ribeirão Pau d’alho,  para obter permissão do mesmo departamento para efetuar o plantio nos 30 metros de cada lado que margeiam o Ribeirão, numa área de aproximadamente 40.000 m2, correspondentes aos primeiros quatro quarteirões da área total a ser reflorestada.
A organização aceitará doações de mudas de essências nativas para esta primeira fase de plantio.
Serão realizadas divulgações e reuniões com os moradores do entorno do primeiro trecho a ser reflorestado, para a apresentação da Associação e de seus objetivos e para convidá-los a participar desta ação.
Será efetuado a coleta inicial de lixo, a capinação, o preparo das  covas, nas margens do Ribeirão,  numa área de 20.000 m2, se necessário aceitaremos os serviços de maquinas agrícolas para alguns serviços.  
   Diante das dificuldades encontradas na organização do evento do reflorestamento, a Associação entendeu que seria mais racional dividir o Programa em três fases de execução. 
Fase I: Plantio de essências nativas na nascente e margens do Ribeirão, entre os trechos...tal tal, numa área em que o Ribeirão percorre quatro quarteirões, com a participação dos alunos das escolas de Boituva. Antes e durante o evento, os alunos tomariam conhecimento de assuntos ligados ao meio ambiente e técnicas de plantio.
  Fase II: Plantio de essências nativas nas margens do Ribeirão com a participação de estudantes das escolas de Boituva e dos moradores do entorno, uma vez que o Ribeirão corre nos fundos de muitos quintais.  
Fase III: Educação Ambiental voltada para os alunos das escolas e principalmente para o cidadão boituvense abordando temas referentes  à coleta seletiva de lixo, queimadas, conservação dos recursos hídricos, conservação das matas ciliares e desenvolvimento da consciência cidadã.
 Fase I do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Pau d’alho
Entre os dias Tal e tal do mês Tal de 2011, a Associação e parceiros iniciaram o plantio de mudas de árvores nativas, a partir da cabeceira do Ribeirão, localizada no Bairro Pinhal, zona urbana do Município de Boituva.
A atividade de plantio contará com a participação de diversas escolas boituvense, tanto públicas quanto particulares, desde a educação infantil até o ensino superior, inclusive classes de alunos especiais.  
Antes e durante o plantio, os alunos receberão informações variadas sobre recursos hídricos, mata ciliar, poluição, queimadas e lixo. No evento, a organização poderá contar com outras entidades que, de alguma forma, poderá proporcionar alimentação necessária para os voluntarios participantes.
Todos os  participantes receberam da Associação um certificado de participação.
Instituições Educacionais Beneficiadas :
as voluntarias.
TOTAL DE ALUNOS PARTICIPANTES:
Todos voluntarios 
TOTAL DE MUDAS NATIVAS PLANTADAS:
necessárias
Durante seis meses, as atividades no Ribeirão ficarão restritas à manutenção do reflorestamento. Voluntários, ou funcionários de empresas voluntárias ou contratados temporariamente pela Associação promoverão a capina e o coroamento das mudas, combate às formigas, adubação, rega, abertura de aceiros e a limpeza da área com roçadeira costal.
 Fase II do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão
 No dia Tal do mês Tal será dado o início à Fase II do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão, realizando o replantio das mudas de espécies nativas na área da nascente.
O replantio será realizado em função de falhas naturais de mortandade de mudas.
Serão efetuadas preferencialmente por alunos que participaram anteriormente na Fase I.
Nos meses seguintes ao replantio, a Associação promoverá o manejo da área reflorestada executando o coroamento das mudas, capina, rega, combate a pragas e formigas, adubação e manutenção dos aceiros.   
Também será realizado  a delimitação de áreas reservadas para o plantio de espécies ornamentais.
Durante o plantio os alunos coletarão os lixos na área próxima e poderão comparar o ambiente degradado e poluído com o ambiente preservado e limpo.
Para cada turma de alunos será ministrada palestra sobre a importância da água e sua relação com a mata ciliar.
Neste evento, poderemos contar com a participação de pessoas, empresas privadas, órgãos públicos, inclusive da Vigilância Sanitária, que poderá pesquisar a existência de esgoto clandestino e a presença de mosquitos transmissores da dengue.
Fase III do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Pau d’alho
 Dando início à fase de Educação Ambiental, após cinco ( 5 ) meses da Fase II  a Associação desenvolverá  atividades envolvendo os moradores do entorno do Ribeirão Pau d’alho  e alunos  do ensino fundamental.
A Associação poderá criar uma cartilha Ribeirão Pau d’alho, destinada aos alunos do ensino fundamental das escolas boituvense e para a população do entorno do Ribeirão.
Esta cartilha terá como objetivos a divulgação da Associação, do Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Pau d’alho e a conscientização da importância de recuperar áreas de mananciais através do reflorestamento e despoluição dos recursos hídricos.
Para a impressão de 2000 cartilhas, a Associação teve contar com ajuda financeira de empresas e com sobras de recurso adquiridos através de doações.
Para prevenir e combater as queimadas na área do reflorestamento, a Associação instalará placas educativas para chamar a atenção da população e investir em aceiros e na capina do reflorestamento. Também atuará em políticas públicas e trabalhará na consolidação da Campanha de Prevenção e Combate às Queimadas Rurais e Urbanas. 
 Empresa Amiga do Ribeirão Pau d’alho
 Na sequência será elaborada a campanha denominada Empresa Amiga do Ribeirão Pau d’alho, destinada às empresas que queiram colaborar com a Associação no projeto de reflorestamento do Ribeirão.
 Recuperando a fauna e flora, esperamos também recuperar a cidadania da população com atividades voltadas para a educação ambiental, para que todos possam usufruir, com sabedoria, de uma bela área.
O Programa de Recuperação Hídrico Florestal do Ribeirão Pau d’alho visa reflorestar a nascente e margens do Ribeirão com árvores nativas e plantas ornamentais, mantendo totalmente reflorestadas.
O objetivo da Campanha Empresa Amiga do Ribeirão Pau d’alho, é obter recursos financeiros para manter, na área do reflorestamento, um trabalhador rural com a função de coroar as mudas, manter aceiros limpos, capinar, plantar, dar combate às formigas, coletar lixo e impedir queimadas. Seja Amigo do Ribeirão Pau d’alho.
 Ligue para: 15 9730 8014

Relatório registra melhoria global dos rios paulistas em 2010

18/08/2011
        Relatório registra melhoria global dos rios paulistas em 2010
Indicadores ambientais dos recursos hídricos do Estado podem ser acessados no documento disponibilizado pela CETESB
                            Em pleno Século XXI, é alentador constatar que em um Estado como São Paulo, com uma população que supera os 40 milhões de habitantes, distribuídos pelos seus 645 municípios, incluindo regiões metropolitanas e altamente industrializadas, e que ostenta o “status” de “motor econômico” do país, possamos encontrar sinais de melhoria da qualidade das águas de seus rios. Esses indicadores ambientais positivos podem ser verificados no novo Relatório de Qualidade de Águas Interiores – 2010, que acaba de ser disponibilizado pela CETESB em sua página na internet. Também já pode ser acessado o Relatório da Qualidade das Praias do Litoral Paulista (veja informações abaixo, sob o intertítulo “Relatório 2010 de balneabilidade das praias paulistas”).
                                       Relatório de Águas Interiores
                                      Dados do Relatório de Qualidade de Águas Interiores - 2010, que mostram a melhora da qualidade dos recursos hídricos no Estado, no ano passado, dizem respeito, por exemplo, à distribuição da média de IQA - Índice de Qualidade da Água - dos pontos de amostragem, com histórico desde 2005 (Gráfico 12 do Relatório), sendo que em 2010 apenas 15% dos pontos apresentaram qualidade “Péssima” e “Ruim”. Em 2009, esse percentual era de 17%, em 2008, 18%, e em 2007, 20%.
                                      Também, dos 195 pontos analisados, 21 apresentaram tendência (Tabela 40), sendo 16 de melhora e 5 de piora. O Rio Paraíba do Sul tem três pontos que melhoraram, entre eles dois em São José dos Campos (o outro é no município de Santa Branca), aliás mantendo melhoria já registrada em 2009, como provável consequência da implantação da Estação de Tratamento de Esgotos – ETE Meia Lua e dos coletores tronco da Região Sul – Sabesp/São José dos Campos.
                                    Trechos do Rio Preto - como provável reflexo da operação da ETE Rio Preto - , do Rio Jacaré-Pepira - com melhora associável ao tratamento de 85% dos esgotos de São Carlos - , e do Rio Santo Anastácio - cujas águas parecem ter sido favoravelmente impactadas pelo tratamento de 100% dos esgotos domésticos de Presidente Prudente e da redução na produção do curtimento de couro - são outros referenciais animadores. Como resultado dos avanços na área de saneamento básico, também os Rios Tietê, na cidade de São Paulo, e Cubatão, na Baixada Santista, registraram locais com pequenas tendências de melhora.

 
Ainda de acordo com o relatório, em 2010, o aumento do percentual de tratamento dos esgotos domésticos no Estado atingiu o índice global de 51% (Gráfico 1). Esse incremento foi influenciado principalmente pela elevação do índice de tratamento nas UGRHIs – Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos - mais populosas, a saber: UGRHIs 6 (Alto Tietê), 5 (Piracicaba/Capivari/Jundiaí), 2 (Paraíba do Sul) e 10 (Sorocaba/Médio Tietê).

 
Os 10 municípios que apresentaram a maior redução da carga remanescente, em termos de kgDBO (demanda bioquímica de oxigênio)/dia, comparando-se 2010 com 2009, foram São José do Rio Preto, Franca, Jaú, Sorocaba, São Paulo, Vargem Grande do Sul, Indaiatuba, Ituverava, Santa Gertrudes e Embu. Essa redução foi influenciada pela melhora dos índices de coleta e tratamento, ou eficiência das ETEs.
                                   No que se refere à variação da qualidade dos corpos hídricos (IQA), nos últimos seis anos (Gráfico 2), os pontos de amostragem que mais contribuíram para o aumento de 5% na somatória das classificações “Ótima”, “Boa” e “Regular” se localizam no Ribeirão Baguaçu, em Araçatuba; Ribeirão Moinho Velho, em Cotia; Rio Cotia (dois pontos), em Carapicuíba e Cotia; Rio Jaguari, em Bragança Paulista; Rio Jundiaí, em Campo Limpo Paulista; Rio Piracicaba (dois pontos), em Limeira e Piracicaba; Rio Preto, em Ipiguá; Rio Santo Anastácio, em Álvares Machado; e Rio Sorocaba, em Sorocaba.

                                 
Mas, evidentemente, o relatório também mostra que no Estado mais populoso e povoado do país, potência socioeconômica da América do Sul, falta muito para poder se comemorar, no que se refere à qualidade de seus recursos hídricos. A qualidade das águas no Estado de São Paulo é influenciada pelas fontes de poluição pontuais, tais como os lançamentos de esgotos domésticos e de efluentes industriais, e pelas chuvas, que são responsáveis pelo aporte da carga difusa de origem urbana e agrícola.

                                 
No que se refere ao IAP - Índice de Qualidade das Águas para fins de abastecimento, evidencia-se que distribuição do índice para 44 pontos de captação, onde foi possível o cálculo para todo o período de 2005 a 2010, embora o IAP tenha se mostrado melhor em 2010 do que em 2009, não se observa uma melhora em relação aos resultados históricos. Também, com relação ao IVA – Índice de Qualidade das Águas para Proteção da Vida Aquática, quando se apresenta a evolução do índice para 145 pontos de amostragem, para o período de 2005 a 2010, não se nota tendência definida, mostrando que os investimentos em tratamento de esgotos em nível secundário não refletiram numa melhora dos corpos hídricos com vistas à proteção da vida aquática, que eleva, além das substâncias tóxicas, o grau de nutrientes presentes na água.

                                  
E no primeiro ano de avaliação das águas costeiras – essa rede de monitoramento teve início em 2010, englobando 18 áreas ao longo do litoral paulista, com diferentes usos, como de preservação ambiental, marinas, maricultura, região de lançamento de efluentes de emissários e atividades portuárias - , foi possível constatar que a maioria das áreas avaliadas não apresentou alterações significativas de sua qualidade, atendendo aos padrões da Resolução 357 para classe 1, e que as áreas da Baixada Santista foram as que apresentaram maiores alterações na qualidade da água e do sedimento, principalmente as áreas estuarinas, como Canal de Santos, São Vicente e Bertioga.

                                   
Enfim, o relatório conclui que, embora em 2010, “tenha-se observado uma melhoria global da qualidade da água no Estado, resultado das novas medidas de tratamento dos esgotos domésticos e da manutenção das ações de fiscalização nas fontes existentes, para manter essa melhoria contínua é necessário: ampliar os sistemas de esgotos sanitários; aprimorar as ações de controle e gestão, no sentido de aumentar a porcentagem da população atendida pelos serviços de coleta e tratamento de esgotos; melhorar as eficiências das ETEs das Regiões Metropolitanas; e implantar tratamento primário avançado nos municípios do Litoral, atendidos por emissários submarinos.”

                      
Relatório 2010 de balneabilidade das praias paulistas

                             
No ano de 2010 em particular foi registrada uma melhora da condição de balneabilidade na região da Baixada Santista. Esse fato se deve, em parte, aos investimentos em saneamento na região. Por outro lado, na maioria dos municípios litorâneos do estado, o crescimento populacional associado à insuficiência do tratamento de esgotos domésticos tem sido a principal causa para a degradação da qualidade da água. Essa situação reflete diretamente na balneabilidade do conjunto das praias litorâneas paulistas, onde se verifica que a quantidade de praias boas e ótimas decaiu nesses últimos 10 anos. Essa é a principal conclusão da situação das praias do litoral do Estado de São Paulo segundo o Relatório da Qualidade das Praias do Litoral Paulista – 2010, disponibilizado no site da CETESB.

                            
O relatório mostra que as condições de balneabilidade, no ano passado, indicaram que 30% da totalidade das praias monitoradas pela CETESB foram enquadradas nas classificações anuais Ótima e Boa, isto é, permaneceram próprias durante todo o ano. A situação mais crítica, indicada pela classificação Péssima, quando as praias permanecem mais de 50% do ano na condição imprópria, representou 12% do total (Gráfico 1).

                           
Ressalta-se que as condições de balneabilidade das praias são influenciadas, principalmente, pelo lançamento de esgotos domésticos, que atingem as praias por meio dos cursos d´água que deságuam no mar. No período de chuvas, essa interferência dos esgotos domésticos se intensifica por conta do arraste acarretado pela água da chuva.

                          
A situação do saneamento básico nos municípios litorâneos, em 2010, conforme o relatório, apresentou um índice de coleta de 37% para o Litoral Norte e de 60% para a Baixada Santista. O município com o índice mais baixo é Ilhabela com 4% da população atendida por rede, sendo Santos o que apresenta o índice mais alto, 97% de coleta. No que se refere ao percentual de esgoto tratado, o índice do Litoral Norte é 34% e o da Baixada Santista 10%. Para efeito deste cálculo, a CETESB não considera a disposição oceânica dos esgotos por emissários como tratamento.

                        
Para avaliação da evolução das condições da balneabilidade dos últimos dez anos, utilizou-se como indicador o percentual de praias 100% próprias ao longo do ano. O Gráfico 2 indica uma tendência de piora, atingindo 30% em 2010. Ressalta-se que o regime e a quantidade de chuva têm grande influência nesses índices anuais. Outro fator importante é o aumento da população, que no litoral foi de cerca de 13% nesse período, tendo sido bastante heterogêneo entre as regiões e municípios.

                        
O ano de 2002 foi uma exceção, tendo sido significativamente favorável para as condições de balneabilidade das praias, em função dos baixos índices pluviométricos. A situação mais crítica foi observada no ano de 2008, com somente 24% das praias atingindo essa condição. Esse resultado foi em grande parte influenciado pela piora na qualidade observada na Baixada Santista particularmente nos municípios de Bertioga e Guarujá que normalmente apresentavam praias de melhor qualidade nessa região. Em 2010, apesar da Baixada Santista e Litoral Sul apresentarem melhora, ela não se refletiu no índice do litoral do estado por influência da piora observada do litoral norte (Gráfico 3).

                        
A precipitação anual na região litorânea, em 2010, apresentou uma quantidade de chuva similar à média histórica. Ressalta-se, entretanto, que as chuvas foram maiores do que a média em abril e julho em todo litoral e em janeiro na Baixada Santista. Além disso, foram registrados alguns picos de chuvas como, por exemplo, em maio no litoral norte que tiveram grande influência nas condições de balneabilidade das praias.

                        
A fim de apresentar um diagnóstico mais detalhado da evolução da condição de balneabilidade das praias é apresentada na Figura 1, as qualificações anuais das praias no período de 2001 a 2010. No município de Ubatuba das dez praias consideradas Ótimas em 2001 só restam duas nessa condição. Em Caraguatatuba, nenhuma praia foi considerada Ótima em 2010, o mesmo ocorre em São Sebastião há mais de dois anos. No município de Ilhabela, a partir de 2003, as classificações negativas começaram a crescer.

                       
Por fim, entre as principais observações registradas no Relatório 2010, observa-se que em Bertioga e Guarujá foi observada uma melhora nas condições de balneabilidade nos dois últimos anos, porém não são mais registradas praias Ótimas desde 2006. Santos apresentou uma melhora no último ano, porém desde 2003 o município não registra mais praias regulares. No município de São Vicente apenas a praia de Ilha Porchat é classificada como Regular, sendo que Milionários e Gonzaguinha permaneceram péssimas nesses dez anos. Em Praia Grande observou-se que três praias do trecho norte foram classificadas como regulares, enquanto as demais foram classificadas como péssimas. Em Mongaguá manteve-se uma qualificação similar aos últimos anos e não se observou mais praias Boas. Em Itanhaém e Peruíbe registrou-se uma pequena melhora neste último ano.

 
Texto:Mário Senaga
Fotografia:Pedro Calado

Saiba o que são crimes ambientais e veja Como você pode ajudar a preservar a vida no planeta

                  Todo mundo sabe que é importante preservar o meio ambiente, mas nem sempre isso é suficiente para evitar que pessoas ou empresas destruam a natureza e prejudiquem a vida de animais, de plantas e de seres humanos.
Assim como nossos pais nos colocam de castigo quando fazemos uma coisa errada, quem agride o ambiente pode ser punido.
Em vários países e no Brasil, existem leis que definem o que são crimes contra o ambiente e quais serão os “castigos” para cada caso.
São crimes ambientais a poluição, as ações que atingem animais e plantas e a destruição de áreas de preservação ou de patrimônios culturais.
As penas variam de acordo com o que foi feito.
A pessoa pode receber uma advertência, ou seja, um aviso de que cometeu um erro, ou uma multa.
Outra punição é prestar serviços, isto é, ela ajudar em hospitais ou instituições para compensar a falha.
Em alguns casos, o culpado tem de recuperar o local atingido, replantando árvores, por exemplo.
Em casos mais graves, o responsável por um crime ambiental pode ser preso.
Há organizações com pessoas especializadas em preservar o ambiente e cuidar da água, do solo, do ar, das florestas e dos animais. Porém, a lei diz que todos os habitantes do planeta são fiscais da natureza, até você.
Crimes Ambientais

                     AGENTES DA NATUREZA

Veja o que cada um faz para proteger a natureza:
Policiais: previnem e evitam agressões ao meio ambiente.
Secretarias do Meio Ambiente e Ibama: fiscalizam e autorizam atividades que interferem no meio ambiente.
Promotores: promovem a justiça, fiscalizam e apresentam denúncias.
Juízes: decidem quem deve ser punido e como será a punição.
ONGs ambientais: pessoas que se organizam para defender o meio ambiente.
VOCÊ: preserva a natureza, divulga informações e avisa as autoridades quando há algo errado.

                             FALTAS GRAVES

Conheça alguns crimes ambientais e as punições aplicadas em cada caso:

Provocar queimadas: multa e até 6 anos de prisão.

Jogar esgoto não tratado em rios ou no mar: multa e até 5 anos de prisão.

Maltratar ou ferir animais: multa e até 1 ano e 4 meses de prisão.

Caçar sem autorização: multa e até 1 ano e 5 meses de prisão.

Comprar e vender animais silvestres: multa e até 1 ano e 5 meses de prisão.

Soltar balão: multa e até 3 anos de prisão.

Pichar muros: multa e até 1 ano de prisão.

Cortar árvores em área de preservação: multa e até 3 anos de prisão.

                           VOCÊ SABIA QUE...

Quem joga lixo para fora do carro pode ser multado em R$ 85,12 no Estado de São Paulo? O material jogado na rua é levado para os rios e colabora para a destruição do ambiente.
Quem joga tocos de cigarro na estrada ou solta balão pode causar incêndios que destroem matas e animais? Isso é crime ambiental e pode resultar em até 6 anos de prisão!

LÍDIA IZECSON DE CARVALHO

O que é meio ambiente?

O que é meio ambiente?
Por: Dr. Roberto Naime*
                      Olhando o título com rapidez, a pergunta pode parecer desprovida de sentido. Afinal todo mundo sabe ou pensa saber o que é meio ambiente. As respostas mais comuns seriam que meio ambiente é tudo que nos cerca. Ou meio ambientes são as plantas e os pássaros. Não deixa de estar certo. Só que estão muito simplificadas e muito simplórias as respostas.
                       A literatura técnica e a própria legislação brasileira através de suas leis e resoluções de órgãos como o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) tem definições mais amplas para este conceito.
                        Meio ambiente é o conjunto de relações entre os meios físico, biológico e antrópico. Podemos dizer que meio ambiente é como a confiança ou o casamento. A confiança é uma relação de integridade entre 2 pessoas. E o casamento também. É intangível, não dá pra gente tocar e pegar.
                       O meio ambiente é assim. É intangível. Não dá pra gente tocar e pegar. Tocar numa pedra, na água ou no solo é tocar num elemento ambiental do meio físico. Tocar uma planta, um animal, é tocar num elemento do meio biológico. Tocar numa plantação, num produto industrializado ou num depósito de resíduos sólidos (lixo) é tocar num elemento do meio antrópico ou sócio econômico.
                       Os principais constituintes do meio físico são as rochas, solos, águas superficiais e subterrâneas, geomorfologia e climas. No meio biológico, os constituintes são a flora e a fauna. E no meio antrópico ou sócio econômico são todas as atividades do homem, nos setores primário, secundário, terciário e até quaternário, conforme os autores mais modernos.
                       Mas afinal o que são as relações? Quando alguém preserva um bioma, protegendo, evitando incêndios, impedindo caça e pesca predatória, está construindo um tipo de relação com o bioma. Quando alguém vai lá e incendeia um pedaço de cerrado está estabelecendo uma outra relação entre o homem e o bioma.
                      Biomas que são constituídos por elementos físicos e biológicos além do antrópico, que interagem entre si dentro de uma relação sistêmica hierarquizada por vários fatores.
                       Portanto meio ambiente não são apenas as flores e as borboletas que muito nos sensibilizam e das quais muito gostamos. Mas meio ambiente são as relações. E meio ambiente é um conceito antropocêntrico. São as consequências de todas as relações entre os meios que são produzidas pelo homem e que podem impactar a própria espécie humana.
                      Não há sentido no conceito de meio ambiente que não inclua o homem como o centro das motivações, afinal para que serviria um mundo totalmente preservado e em equilíbrio sem a presença do homem? Neste caso nem mesmo a expressão meio ambiente teria sido inventada.